Era uma vez, uma pequena e quase pacata cidade chamada Gama...
Bem, minha vida no mundo rock´n roll começou quando na pequena e quase pacata Gama, mudei de escola, sai de uma escola de 1º grau para uma de 2º grau. Tudo era lindo e maravilhoso até conhecer o povo...
Minha vida quase se perdeu, digo quase porque hoje em dia sou chamado o certinho, o xarope, o zero a zero. Tudo isso porque nunca usei nada pra ficar doidão a não ser bebida alcoólica, pra falar a verdade a única coisa que fiz até hoje pra ficar doidão como as pessoas que conheço foi depois de uma endoscopia, na qual tive que tomar DIAZEPAN na veia como anestésico, e após ter dormido umas seis horas seguidas, fui pro mundo e achando que não estava mais sobre os efeitos do dito cujo, “enfiei os dois pé na jaca”, pense num individuo que ficou louco, chapado e ligando pra casa dos outros tipo meia noite/ uma hora da manhã.
Foi no 2ª grau que tive meus primeiros contatos com os eternos solos de guitarra dos anos 70, porém eu descambei pro estilo mais alternativo, conheci um punks (alguns eram punks de fim de semana), conheci os góticos com os quais mais me identifiquei, não pelo fato de andar chorando, visitando cemitérios, até porque acho que cemitério é lugar de gente morta e não de gente viva, tb não tinha "culhões" pra ficar lendo e discutindo aqueles livros e poemas escrotos de escritores góticos, muita viagem...
Any way...
Na verdade o que gostava do mundo gótico eram as bandas, até pq tb não fazia o menor sentido pra mim andar fantasiado como eles andavam, maquiagem, unhas pretas, batom preto, sobretudo. Caralho velho eu sinto muito calor e andar com aquela porra de sobretudo preto era foda, até pq era tudo um bando de quebrado que tinha que andar o gama todo a pé e convenhamos não era pouca roupa que o povo andava tipo era assim: sobretudo, calça preta, camisa preta, bota preta, laquê no cabelo pra ficar espetado, maquiagem, livros, vinil, isso mesmo tinhas uns retardados que andavam com livros e vinil pra se amostrar. As vezes pra animar mais nossas caminhadas noturnas o povo inventava umas festa no plano piloto, asa sul, asa norte, lago sul, bandeirante, guará, taguatinga... Tinha um outro programa de índio (será que posso falar programa de índio aqui? será que não serei criticado por isso ou acusado de racismo ou algo parecido?) que era ir ao Beirute e ficar vagando entre o bar do Luiz e o Beirute, diga-se de passagem que o bar do Luiz era muito melhor, porém aventura ficava mais emocionante na volta pois tínhamos que andar até a rodoviária pra pegar o corujão, obviamente a gente passava pelo CONIC pra passar o tempo e tomar mais alguma coisa que tivéssemos condição de pagar.
Obviamente por ser um xarope, zero a zero, as vezes era deixado de lado dos esquemas mais isso nunca me incomodou, pelo contrário, graças ao fato de ficar de fora de alguns esquemas nunca tive que gastar meus escassos trocados pra comprar nada que não fosse minha birita, meu refri e o meu gorduroso.
Na verdade eu me divertia com os meus amigos doidões aliás, tenho histórias bem interessantes a respeito disso. Eu me divertia mais vendo não só os meus amigos, mais Tb os outros que não conhecia qdo estavam doidões, eu até tinha meus momentos de sadismo. Por exemplo: teve uma vez que uma mina tinha tomado chá de trombeta e outras coisas tb, tenho lindas histórias a respeito de trombeta de anjo mais fica pra outros dias, daí bateu a lombra de que mãe dela tava chegando, daí eu vi que ela tinha uma aranha tatuada na mão, daí eu disse que tinha uma aranha na mão dela e ela começou a ficar perturbada com aquilo daí eu peguei uma ‘buxa’ de lavar louças e dei pra ela esfregar na mão pra tirar a aranha, ela passou um bom tempo esfregando a mão. E pasmem vcs a aranha não saiu da mão dela mais nós rimos muito daquela cena.
Eu conheci figuras interessantíssimas, tb reencontrei pessoas que fizeram parte da minha infância.
Infelizmente não vou mencionar nomes, então só mesmo as pessoas que me conhecem e que viveram essa época é que irão entender do que estou falando e reconhecer as pessoas.
Por exemplo:
Depois de muito anos encontrei com um povo que foi vizinho meu qdo morava no setor norte do gama nos anos 70. Dentre eles havia um que tinha virado punk, então depois de algum tempo andando com os góticos e punks comecei a entender o pensamento dos dois estilos e tal, blá, blá, blá... Então um dia comentei com um amigo gótico: carai vei! Vou te falar uma parada, vendo a postura, o visual dos punks, percebi que fulano já era punk desde a infância pois conhece esse bicho a muito tempo mais só agora percebi que ele punk a de raiz. E pra piorar a situação do camarada ele é desse tamanho, tem esse formato e essa cara desde que nasceu. Carai vei! Carai vei! Carai vei! O cara é o que podemos dizer punk de raiz.
Continua...
Bem, minha vida no mundo rock´n roll começou quando na pequena e quase pacata Gama, mudei de escola, sai de uma escola de 1º grau para uma de 2º grau. Tudo era lindo e maravilhoso até conhecer o povo...
Minha vida quase se perdeu, digo quase porque hoje em dia sou chamado o certinho, o xarope, o zero a zero. Tudo isso porque nunca usei nada pra ficar doidão a não ser bebida alcoólica, pra falar a verdade a única coisa que fiz até hoje pra ficar doidão como as pessoas que conheço foi depois de uma endoscopia, na qual tive que tomar DIAZEPAN na veia como anestésico, e após ter dormido umas seis horas seguidas, fui pro mundo e achando que não estava mais sobre os efeitos do dito cujo, “enfiei os dois pé na jaca”, pense num individuo que ficou louco, chapado e ligando pra casa dos outros tipo meia noite/ uma hora da manhã.
Foi no 2ª grau que tive meus primeiros contatos com os eternos solos de guitarra dos anos 70, porém eu descambei pro estilo mais alternativo, conheci um punks (alguns eram punks de fim de semana), conheci os góticos com os quais mais me identifiquei, não pelo fato de andar chorando, visitando cemitérios, até porque acho que cemitério é lugar de gente morta e não de gente viva, tb não tinha "culhões" pra ficar lendo e discutindo aqueles livros e poemas escrotos de escritores góticos, muita viagem...
Any way...
Na verdade o que gostava do mundo gótico eram as bandas, até pq tb não fazia o menor sentido pra mim andar fantasiado como eles andavam, maquiagem, unhas pretas, batom preto, sobretudo. Caralho velho eu sinto muito calor e andar com aquela porra de sobretudo preto era foda, até pq era tudo um bando de quebrado que tinha que andar o gama todo a pé e convenhamos não era pouca roupa que o povo andava tipo era assim: sobretudo, calça preta, camisa preta, bota preta, laquê no cabelo pra ficar espetado, maquiagem, livros, vinil, isso mesmo tinhas uns retardados que andavam com livros e vinil pra se amostrar. As vezes pra animar mais nossas caminhadas noturnas o povo inventava umas festa no plano piloto, asa sul, asa norte, lago sul, bandeirante, guará, taguatinga... Tinha um outro programa de índio (será que posso falar programa de índio aqui? será que não serei criticado por isso ou acusado de racismo ou algo parecido?) que era ir ao Beirute e ficar vagando entre o bar do Luiz e o Beirute, diga-se de passagem que o bar do Luiz era muito melhor, porém aventura ficava mais emocionante na volta pois tínhamos que andar até a rodoviária pra pegar o corujão, obviamente a gente passava pelo CONIC pra passar o tempo e tomar mais alguma coisa que tivéssemos condição de pagar.
Obviamente por ser um xarope, zero a zero, as vezes era deixado de lado dos esquemas mais isso nunca me incomodou, pelo contrário, graças ao fato de ficar de fora de alguns esquemas nunca tive que gastar meus escassos trocados pra comprar nada que não fosse minha birita, meu refri e o meu gorduroso.
Na verdade eu me divertia com os meus amigos doidões aliás, tenho histórias bem interessantes a respeito disso. Eu me divertia mais vendo não só os meus amigos, mais Tb os outros que não conhecia qdo estavam doidões, eu até tinha meus momentos de sadismo. Por exemplo: teve uma vez que uma mina tinha tomado chá de trombeta e outras coisas tb, tenho lindas histórias a respeito de trombeta de anjo mais fica pra outros dias, daí bateu a lombra de que mãe dela tava chegando, daí eu vi que ela tinha uma aranha tatuada na mão, daí eu disse que tinha uma aranha na mão dela e ela começou a ficar perturbada com aquilo daí eu peguei uma ‘buxa’ de lavar louças e dei pra ela esfregar na mão pra tirar a aranha, ela passou um bom tempo esfregando a mão. E pasmem vcs a aranha não saiu da mão dela mais nós rimos muito daquela cena.
Eu conheci figuras interessantíssimas, tb reencontrei pessoas que fizeram parte da minha infância.
Infelizmente não vou mencionar nomes, então só mesmo as pessoas que me conhecem e que viveram essa época é que irão entender do que estou falando e reconhecer as pessoas.
Por exemplo:
Depois de muito anos encontrei com um povo que foi vizinho meu qdo morava no setor norte do gama nos anos 70. Dentre eles havia um que tinha virado punk, então depois de algum tempo andando com os góticos e punks comecei a entender o pensamento dos dois estilos e tal, blá, blá, blá... Então um dia comentei com um amigo gótico: carai vei! Vou te falar uma parada, vendo a postura, o visual dos punks, percebi que fulano já era punk desde a infância pois conhece esse bicho a muito tempo mais só agora percebi que ele punk a de raiz. E pra piorar a situação do camarada ele é desse tamanho, tem esse formato e essa cara desde que nasceu. Carai vei! Carai vei! Carai vei! O cara é o que podemos dizer punk de raiz.
Continua...
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